Melarikan diri dari rumah, namun tanpa diduga terhanyut ke dalam kehampaan; jiwa yang telah remuk terlahir kembali, mungkinkah mampu mengguncang langit raya? Pada akhirnya, segala pengorbanan harus di
Mar de Neve Azulada, Vale do Pico Nevado...
A primeira réstia da aurora ainda não descera sobre a terra, quando o céu abruptamente se transfigurou; após o alvorecer, não houve claridade, mas sim nuvens escuras e violáceas que se espraiaram pelo firmamento. Em um piscar de olhos, múltiplos feixes dourados lampejaram, e o ribombar dos trovões irrompeu.
“Mais um ano de perturbações celestes... já são treze.” Murmurou o ancião chefe do vale, como se, desde a chegada daquele pequeno de origem misteriosa ao Vale do Pico Nevado, cada ano, neste exato dia, fosse invariavelmente assim.
A mesma estupefação tomava conta das crianças do vale, que, boquiabertas, contemplavam as nuvens púrpuras e os relâmpagos dourados no céu, esquecendo-se, por um instante, de absorver a energia espiritual que, na alvorada, se fazia mais abundante do que nunca.
“Cof, cof!” O ancião, recobrando-se, tossiu levemente: “Do que se espantam? Desde treze anos atrás que é assim, ano após ano. Ainda não se habituaram? Tratem de recolher-se à meditação e absorver! Já esqueceram que o vigor espiritual é maior ao romper do dia?” No íntimo, o velho compreendia melhor que ninguém: nessas horas de perturbação celeste, parecia que a energia do mundo irrompia de súbito, muito além do que se podia colher em qualquer outra manhã.
À beira do regato que corta o vale, um jovem, sentado em meditação sobre um bloco de gelo flutuante, abriu lentamente os olhos, de cujas íris, uma dourada e outra púrpura, irradiava um brilho singular. Observando as nuvens e relâmpagos agitados, sorriu de leve e m